AGRICULTORA DO TRAVESSÃO 170 SUL TEME
PERDER PROPRIEDADE PARA RESERVA INDÍGENA CACHOEIRA SECA

São centenas de famílias que há pelo menos três
décadas vivem e produzem naquelas propriedades localizadas na chamada Linha
Vermelha e que passarão a ser consideradas Terra Indígena.

A Presidente da Associação Maribel, Melania
da Silva Gonçalves, disse que o povo daquela comunidade está isolado, mas que as
pessoas não vão parar a luta. “Vamos lutar pelos nosso direitos. Não somos
invasores. Queremos uma divisa justa, pois os próprios índios entendem que a
parte deles é do Olhões para cima. Vamos defender nosso território. Estamos há
décadas ali. Agora o Governo Federal não nos dá mais direitos. Todos daquela
área não tem direito a energia, nem financiamento, auxilio doença... Perdemos
nossos direitos. Eles pensam que agindo dessa forma irá nos desmotivar, e, pelo
contrário, estamos prontos para defender nossos direitos. Lutaremos pela nossa
permanência na área”, disse.
A presidente afirma que os próprios índios
reconhecem o direito dos produtores. “Nós percebemos que existe outros
interesses do Governo Federal. Não é a defesa em prol do índio. Pois os próprios
índios participam conosco e entende que a terra é das famílias rurais que vivem
ali há décadas”, ressalta.
Os habitantes estão determinados em
permanecer nas propriedades e dizem que “de lá só sairão mortos”. Os produtores
que residem além da denominada ‘Linha Vermelha’ estão apreensivos, pois, com a
demarcação, perderão suas terras cultivadas há cerca de 3 décadas.
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