
Ayres Britto concedeu a liminar pedida pela
AGU "sem prejuízo de uma mais detida análise quando do julgamento do
mérito (inteiro teor do pedido)". Não há prazo para o plenário analisar o
pedido, uma vez que o Supremo está em esforço concentrado para julgamento do
processo do mensalão e não vai julgar outros casos até o término da ação.
Também há possibilidade de o MPF do Pará, autor da ação inicial, ingressar com
um agravo para suspender a decisão que autorizou a retomada da obra.
PREFEITURAS
DA REGIÃO DE BELO MONTE REPUDIAM PARALISAÇÃO DAS OBRAS
''Essa paralisação só trará prejuízos,
muita insegurança e incertezas pra todos, deixando de lado as melhorias da
saúde, educação, segurança pública'', diz a nota, assinada pelo presidente do
Consórcio, Eraldo Pimenta, que também é prefeito de Uruará. O consórcio
argumenta que foram feitas diversas consultas públicas com a participação de
índios, ribeirinhos e a população. Os prefeitos também alertam para as um
possível desemprego em massa dos trabalhadores do empreendimento, com a
paralisação da obra.
No dia 14 de agosto, o TRF1 votou pela
suspensão imediata das obras de Belo Monte por descumprimento à determinação da
Constituição Federal que obriga audiências públicas com as comunidades afetadas
antes da autorização das obras pelo Congresso Nacional. Na última quinta-feira
(23), a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao STF que seja suspensa a decisão
da Justiça Federal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário