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sexta-feira, 13 de maio de 2016

HELDER BARBALHO ASSUME MINISTÉRIO NO GOVERNO DE TEMER

HELDER BARBALHO É O NOVO MINISTRO DA INTEGRAÇÃO

Helder Barbalho assumiu o Ministério da Integração Nacional. O presidente interino, Michel Temer, fechou, ontem, os últimos dois nomes de sua equipe, nomeando o paraense para um dos mais importantes ministérios do Governo Federal. Logo depois da indicação, Temer - que assumiu a Presidência ontem -, deu posse a 24 novos ministros do Brasil.

Helder foi comunicado de sua indicação pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, e pelo senador Eunício Oliveira. No início da tarde, Helder participou de uma reunião com Temer, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e o secretário de Governo, Geddel Vieira Lima, quando recebeu o convite. Até cerca de 1 mês atrás, Helder era ministro dos Portos do Governo Dilma.

O paraense, que tem boas relações com os senadores - sobretudo com Renan e Eunício -, foi indicado pela bancada do PMDB do Senado. “Da mesma forma que busquei ser o mais eficiente possível na aplicação das políticas públicas frente aos ministérios da Pesca e Aquicultura e dos Portos, não será diferente neste novo desafio”, disse Helder. Ele destacou que o Ministério da Integração Nacional é um dos mais importantes do País, sobretudo para a região Norte.

Helder lembrou, ainda, que o ministério tem a missão de levar desenvolvimento regional para todo o Brasil. Segundo o paraense, a Secretaria Nacional da Defesa Civil faz parte da estrutura da Integração Nacional. “A Defesa Civil, por exemplo, tem sido fundamental para ajudar a população brasileira, no momento em que as pessoas mais precisam das políticas públicas.”

PERFIL

Formado em Administração pela Universidade da Amazônia (Unama), Helder Barbalho assume seu 3º ministério, aos 37 anos.

O 1º cargo eletivo de Helder foi como vereador de Ananindeua (PA), em 2000.

Exerceu o cargo de prefeito de Ananindeua (2005–2008), aos 25 anos, tornando-se o prefeito mais jovem da História do Pará.
Em 2008, foi reeleito.

Também foi ministro da Pesca e Aquicultura e ministro dos Portos.

(Luiza Mello/Diário do Pará)

POLÍCIA ASSALTO A AGENCIA BANCÁRIA DE RURÓPOLIS

POLÍCIA CHEGA A MAIS DOIS ACUSADOS DO ASSALTO AO BANCO DA AMAZÔNIA EM RURÓPOLIS, UM MORREU

Após um trabalho de inteligência da polícia civil, foi localizado nesta quarta (11) em Altamira no sudoeste do Pará, um homem acusado de participar do assalto ao banco da Amazônia em Rurópolis no dia 12 de Abril deste ano, porém ao avistar as viaturas da polícia, o acusado atirou contra as guarnições e terminou sendo alvejado.

As investigações são da Superintendência Regional do Xingu que chegou até Marcio Barbosa, mais conhecido como “Macinho” e que também usava o nome de Barruam, ele estava na (área residencial construída pela Norte Energia) em Altamira, segundo informações do GTO, estaria na casa de familiares se escondendo.

Barruam também teria participação na venda de drogas na cidade.

De acordo com as investigações, o acusado tinha uma ficha extensa na polícia, ele estava com um mandado de prisão expedido pela justiça por participação em assalto a banco em Rurópolis no início deste ano, Marcio Barbosa também era acusado de homicídio, entre eles a morte do empresário dono da oficina Nando Motos em Altamira.

Já por volta das 17h30 à polícia prendeu outro acusado, trata-se de Antônio Carlos Rodrigues Pereira, de 36 anos, ele estava no bairro Paixão de Cristo quando foi abordado, Antônio Carlos também é acusado de envolvimento no assalto ao banco da Amazônia em Rurópolis, para a polícia Antônio Carlos disse que seria apenas o motorista do bando, porém na ausência de um dos assaltantes ele terminou participando ativamente do crime. Durante a prisão Antônio Carlos não esboçou nenhuma reação e foi encaminhado para a superintendência regional do Xingu para prestar depoimento ao delegado Vinicius Dias.

"Vamos continuar investigado ainda esse caso e todo o material já colhido será encaminhado à Divisão de Repressão de Roubos a Bancos, os mandos de prisão foram expedidos pela justiça de Rurópolis" explicou o superintendente.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

EM URUARÁ

MUITO TUMULTUADA A SESSÃO DA CÂMARA DE VEREADORES 

Muito conturbada a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de vereadores, realizada na manha desta sexta-feira, 06. A ausência de cinco vereadores trouxe revolta aos pais, alunos e servidores que aguardam o desenrolar de duas Comissões Processantes, pedindo o afastamento do Prefeito de Uruará, Everton Banha (SD).

Logo pela manhã, centenas de pessoas já estavam acampadas frente à Câmara com faixas de protesto, inclusive com pedido de afastamento também do presidente da Câmara, vereador Gedeon Moreira.

No momento do discurso do presidente da Câmara, houve tumulto, inclusive chuva de ovos. Os vereadores tiveram que se esconder.

Diante disso, a sessão foi encerrada.

A Policia Militar, garantiu a ordem.

Estamos aguardando cenas do próximo capítulo...



quarta-feira, 4 de maio de 2016

CHEFE DO EXECUTIVO MUNICIPAL DE URUARÁ DESRESPEITA A JUSTIÇA E IGNORA AUDIÊNCIA AO NÃO COMPARECER

Prefeito Everton Banha não comparece em audiência de conciliação determinada pela justiça de Uruará (PA)

Uma audiência de conciliação entre o Sintepp, sindicato que representa a categoria dos servidores públicos da educação, e o chefe do executivo municipal de Uruará (PA) estava marcada para acontecer as 10 horas desta quarta-feira, 4 de maio, no Fórum Desembargador Silvio Hall de Moura, no centro da cidade, de acordo com designação do Juiz Titular da Comarca de Uruará, Vinícius de Amorim Pedrassoli. O MPE (Ministério Público Estadual), Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará - Subsede de Uruará) e Juiz de Direito compareceram à audiência, menos o prefeito do município, Everton Vitória Moreira, o Banha (SD), que também não enviou representante, com isto a audiência não aconteceu.

O atraso salarial dos servidores, que estaria em discussão na audiência, segue sendo o tumor maligno definhando a educação quase condenando as crianças e adolescentes do município a uma forçada abstinência didática.

O juiz Titular da Comarca de Uruará, Vinícius de Amorim Pedrassoli, disse que a intenção da audiência era chegar a um consenso até o final do ano. “Não ocorreu à audiência devido à ausência dos representantes da Prefeitura. Diante disso, foi apresentado aos professores que o Ministério Público, na pessoa do Promotor vai tomar as medidas cabíveis e atuar inclusive, pela efetividade do Conselho do FUNDEB e vai pedir esclarecimentos extras judicialmente. Este processo específico fala do salário do mês de março deste ano. Vamos ver dentro do processo qual medida será tomada. Se a prefeitura pagar, extingue o processo. Se não pagar vamos tomar medidas judicial mais rigorosa, mas não tem problema esta situação da conciliação. A idéia seria chegar a um consenso até o final do ano. Nossa intenção é colocar o Judiciário a disposição, para tentar aproximar o diálogo entre os Servidores (SINTEPP) e a Prefeitura, nosso objetivo, enquanto Judiciário, era fazer um acordo para andar de forma melhor até o final do ano, que coincide com o final do mandato do prefeito, esta era a intenção”.

Por causa de três meses de salários atrasados dos servidores da educação, as escolas da rede municipal de ensino, com exceção de duas instituições, paralisaram suas atividades escolares em meados da última semana do mês de abril de 2016 e a paralisação continuou nesse início do mês de maio sendo que a prefeitura não havia pagado os salários de todos os servidores, como a categoria reivindicava.

Ainda é nebuloso o futuro da educação no município com a ausência da certeza de quando as atividades escolares irão se normalizar sem paralisações.

Por Joabe Reis e Cirineu Santos

terça-feira, 3 de maio de 2016

REVOLTA NA AGÊNCIA DO BANCO BRASIL EM URUARÁ (PA)

SEM PRESTAÇÃO DE SERVIÇO, CLIENTES DO BANCO DO BRASIL EM URUARÁ, SE REVOLTAM MAIS UMA VEZ

Por: Cirineu Santos e Joabe Reis

Agência em Uruará, no dia em que houve o assalto
A agência do banco do Brasil no município de Uruará está fechada desde o dia 10 de junho de 2015 quando houve um assalto na agência, após vários meses fechado o banco passou a oferecer atendimento bastante limitado, no setor interno e disponibilizou alguns caixas eletrônicos para o cliente fazer operações como saques e depósitos, mas nada que pudesse satisfazer o grande número de pessoas que precisam utilizar os serviços do Banco do Brasil, vários momentos de revoltas já foram protagonizados e  nesta terça-feira a agência ficou cheia de clientes na área externa que não puderam realizar as operações financeiras desejadas nos caixas eletrônicos, e mais uma vez houve grande revolta.

Nesta terça-feira, hoje dia 03, os cliente do Banco do Brasil, em Uruará, voltaram a ficar revoltados com a situação de falta de prestação de serviço na agência local.

Dezenas de pessoas, inclusive idosos, procuraram o atendimento nos caixas eletrônicos, para fazer movimentação financeira, como saque, e acabaram não conseguindo, como informou a cliente Lucinésia Gomes dos Santos, “horrível a situação em que se encontra Uruará, onde nunca tem dinheiro nestes caixas eletrônicos! A gente enfrenta fila e os funcionários vêm dizer que não tem dinheiro e manda todo mundo ir para casa. Uma falta de respeito!”, desabafou.

Os aposentados enfrentam grandes dificuldades como destacou a aposentada Valceniza Costa. “Já são três dias que venho aqui e a situação é a mesma. Hoje eu cansei de ficar na fila e não tem caixa funcionando! Todo mês enfrento o mesmo problema para tirar minha aposentadoria, venho ao Banco do Brasil não tem dinheiro, vou para os Correios e é a mesma coisa... Não agüentamos mais! Cadê as autoridades que não fazem nada?”, falou.

Quem vem da zona rural, o prejuízo ainda é maior, como contou Valdemir Santiago da Silva da vicinal 155 Sul. “Passamos até fome por falta de atendimento. Estamos há três dias tentando sacar dinheiro e não tem. Deixamos nossos animais, nossas coisa no lote e não sabemos o que fazer. Até quando? Cadê as autoridades e este prefeito que não impõem a abertura desta agência?”, indagou o agricultor.

O Banco do Brasil ainda não se manifestou sobre os problemas apresentados.
AUDIÊNCIA NA QUARTA-FEIRA PODE DAR NOVOS RUMOS À EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO DE URUARÁ (PA)

Justiça determina realização de audiência para discutir caos na educação municipal de Uruará

O futuro, a curto prazo, da educação no município de Uruará (PA) segue obscuro, mergulhado na incerteza do que pode ocorrer nos próximos meses. As atividades escolares seguem paralisadas nas escolas da rede de ensino municipal num movimento de protesto de professores, para cobrar salários atrasados, que teve início em meados da semana anterior.

Cerca de 10 mil alunos estão sem poder estudar, neste que parece ser um ano escolar de grande conturbação, digno de ficar marcado na história do município de Uruará (PA), que como o país, historicamente não tem investido de modo mais amplo como requer o setor, nem dado a devida atenção a educação, como deveria proceder.

Nesta segunda-feira, 02, o Juiz Titular da Comarca de Uruará, Vinícius de Amorim Pedrassoli, determinou a realização de uma audiência entre representantes da Prefeitura (provavelmente os advogados), representantes do Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp) subsede Uruará, Ministério Público Estadual (MPE) e o próprio juiz, segundo informou o Sintepp.

A audiência ocorrerá na quarta-feira, 4 de maio, às 10 horas, quando será posto em discussão os atrasos salariais, demissão de servidores, entre outros assuntos importantes que compõem o caos instalado na educação municipal. Em seu despacho de decisão interlocutória, no qual foi designada a audiência, o juiz ainda concedeu liminar favorável ao SINTEPP que havia impetrado Mandado de Segurança exigindo o pagamento salarial dos servidores da educação. "Defiro a liminar pretendida determinando que o prefeito do município de Uruará, Sr. Everton Vitória Moreira, efetue o pagamento do salário do mês de março de 2016 no prazo de 48 horas sob pena de bloqueio de todas as verbas do FUNDEB até a devida regularização", diz o juiz em sua decisão.

O SINTEPP informou ainda que a demissão em massa dos servidores da educação, determinada pelo prefeito municipal na quinta-feira, 28 de abril, ainda não foi oficializada até esta segunda-feira, 02 de maio.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

EM URUARÁ

PREFEITO DETERMINA DEMISSÃO DE PROFESSORES EM URUARÁ (PA) E CENTENAS DE OUTROS SERVIDORES

Demissão de centenas de professores é determinada pelo prefeito Everton Banha no município de Uruará (PA)

A história de horror do setor público no município de Uruará (PA) ganha mais uma página. O município vive dias tempestivos com população sendo castigada por decisões e atitudes do poder público municipal. Os acontecimentos mais recentes a ser contado desta história é o atraso salarial dos servidores públicos.

No início da semana as escolas decidiram paralisar após professores cruzarem os braços e se negarem a dar aula por estarem sem receber salários há três meses. Com o movimento de paralisação iniciado pela categoria, pais de alunos e alunos vem demonstrando apoio aos educadores, mas o movimento desagradou o executivo municipal que em reunião ocorrida nesta quinta-feira, 28, o prefeito municipal, Everton Vitória Moreira, o Banha (SD), determinou aos diretores das escolas do município que providenciassem uma lista de professores (contratados) para que estes fossem demitidos, informação confirmada pelo coordenador do (Sintepp) Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará - Subsede de Uruará, professor Avanildo Moreira, também amplamente mencionada durante sessão ordinária tumultuada na Câmara de Vereadores do município desta sexta-feira.

Alguns diretores se recusam a produzir a lista indicando quais professores de sua escola deverão ser demitidos, e o Sintepp repudia a decisão do prefeito municipal de demitir educadores, segundo informou o coordenador do sindicato, Avanildo Moreira. Caso se confirme a demissão em massa na educação, centenas de professores, cerca de 250 a 300 servidores (que desde janeiro de 2016 não recebem salário) serão demitidos e milhares de alunos poderão ficar sem estudar.

De acordo com fontes seguras, além da demissão de professores o prefeito municipal anunciou na reunião, ocorrida durante a tarde desta quinta-feira, 28, que 50% dos funcionários da prefeitura (servidores públicos municipais) serão demitidos, inclusive da saúde, como agentes comunitários de saúde.

Um movimento dos servidores da educação municipal, coordenado pelo Sindicato, ocorrerá na segunda-feira, 2 de maio, as 8h em frente a prefeitura municipal, quando acontecerá uma Assembléia geral dos servidores da educação ao ar livre, no estacionamento da prefeitura, a Assembléia é motivada pela iminente demissão em massa, salários atrasados, entre outros motivos, segundo informou o Sintepp local.

Os servidores público municipal por várias vezes já recorrerão a Câmara Municipal de Vereadores, mas tem barrado na base governista composta por 8 vereadores que defendem as ações do prefeito municipal, consideradas, por muitos, arbitrárias.

Nesta sexta-feira, 29, estava previsto a votação de mais um pedido de afastamento do prefeito Everton Banha, mas como a maioria dos vereadores não compareceu à sessão, não deu quorum e a Sessão e tampouco a votação não aconteceu, o que revoltou pais de alunos, educadores e representantes da sociedade em geral que estavam presentes, houve bate boca e troca de acusações, por pouco não houve agressões físicas.

Até o momento nem a Secretaria de Educação nem a Prefeitura Municipal se manifestou sobre o assunto.

Dia do Trabalhador em Uruará não haverá o que comemorar, pelo menos para os servidores público municipal.

A história segue sendo escrita e estaremos atentos às próximas páginas.









quarta-feira, 27 de abril de 2016

EDUCAÇÃO

AULAS ESTÃO PARALISADAS EM PELO MENOS SEIS ESCOLAS NO MUNICÍPIO DE URUARÁ (PA)

Servidores da educação não recebem salários há três meses e pelo menos seis escolas paralisam atividades escolares no município de Uruará (PA)

Aulas estão paralisadas em pelo menos 6 escolas no município de Uruará. São escolas da zona urbana e da zona rural, o motivo seria a falta de pagamento de salários dos servidores da educação e a falta de condições de trabalho. Sem salários servidores estão com dificuldades para se alimentarem por não terem dinheiro. Com o não pagamento de salários de professores e demais servidores da educação, até o momento mais de 4.000 alunos acabam sendo prejudicados com a paralisação destas 6 escolas, e se todas as escolas do município aderirem a paralisação o número de alunos prejudicados passará dos 10 mil na rede pública de ensino municipal.

A paralisação é por tempo indeterminado em escolas como Instituto Educacional Uruará (IEU) e Ângelo Debiase, na zona urbana e Transamazônica da Vila Bela Vista km 190, na zona rural.

A paralisação foi confirmada pelo coordenador do Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Estado do Pará) local, professor Avanildo Moreira. "Foram paralisadas as atividades escolares nas Escolas IEU, Transamazônica, PROINTER envolvendo 68 professores que atendem a zona rural, e José Bonifácio onde estarei confirmando com diretores assim como a escola Tiradentes. Nesse ano já entrou entorno de 9 milhões de reais do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) nos cofres da prefeitura e os salários dos servidores que em alguns casos não são pagos há 3 meses, desse valor pelo menos 60% deveria ter sido usado para pagamento de salários, sendo que 4 milhões e 320 mil reais seriam necessários para o pagamento dos salários de todos os servidores da educação incluindo o mês de abril, já que segundo a secretária de finanças da prefeitura, a folha de pagamento da educação municipal é de R$1.080.000,00", disse o coordenador.

O Sintepp protocolou um mandado de segurança na justiça no dia 18 de abril a fim de garantir o pagamento dos salários. O documento solicita o recebimento, via justiça, do salário de março.


A retomada das atividades escolares nas escolas deve ocorrer assim que os salários forem pagos.

POLICIA - “POLICIAL NENHUM DEVE COBRAR PARA IR ATRÁS DE MOTO QUE FOI FURTADA OU ROUBADA, ESTE É UM DEVER DO POLICIAL”

“POLICIAL NENHUM DEVE COBRAR PARA IR ATRÁS DE MOTO QUE FOI FURTADA OU ROUBADA, ESTE É UM DEVER DO POLICIAL”, AFIRMA WALISON DAMASCENO, DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL DE URUARÁ

Crimes de roubo e furtos de motocicletas ocorrem com freqüência no município de Uruará (PA). Em muitos dos casos a motocicleta acaba sendo recuperada pela polícia, com o veículo sendo devolvido ao dono. Mas, ultimamente têm surgido rumores na cidade de que a polícia estaria cobrando para fazer a recuperação e entrega de motocicletas roubadas ou furtadas no município.

A questão foi levantada durante o programa de rádio, Regional Comunidade, que foi ao ar nesta terça-feira, 26 de abril, na rádio Regional FM de Uruará, com a presença no programa do Delegado de Polícia Civil do município, Walison Damasceno. Muito seguro da seriedade do trabalho desenvolvido pela polícia, o delegado foi bem claro nos seus esclarecimentos ao dizer que tal prática é crime e que o trabalho de recuperação de motocicletas roubadas ou furtadas, bem como a entrega desses veículos aos seus proprietários, é realizado sem que haja a cobrança de qualquer tipo de taxa (dinheiro).

Walison ainda encorajou a quem tenha sido forçado ou venha a ser forçado a dar dinheiro para algum policial para que o seu veículo seja recuperado, que esta pessoa denuncie o fato. “A polícia deve apreender o veículo em duas situações: se foi cometido um crime com aquele veículo ou se o veículo foi roubado ou furtado. Infrações administrativas, como por exemplo, o veículo está sem placa, isso não é responsabilidade nem da Polícia Civil nem da Polícia Militar, é responsabilidade do Detran e do Demutran. Quando uma moto é apreendida com suspeita de furto ou roubo ela é encaminhada para a delegacia, se após checagem no sistema for constatado que a motocicleta não é produto de crime o veículo é liberado para o proprietário. Não há necessidade de pagamento de nenhuma taxa, a pessoa só precisa apresentar um documento que comprove que aquela moto é dela. Se a motocicleta for recuperada pela polícia após ser roubada ou furtada é feito um termo de entrega sob a responsabilidade da pessoa que está recebendo e não é cobrado nenhum tipo de taxa (dinheiro). Caso esteja ocorrendo esse tipo de conduta aqui no município (Uruará) a pessoa pode nos procurar e nos informar sobre o fato ocorrido da cobrança que nós vamos encaminhar para a corregedoria para que seja instaurado um procedimento para apurar o caso. A cobrança de taxa (dinheiro) é ilegal, tanto para a pessoa que paga, que está cometendo um crime, quanto para o policial que cobra, que também está cometendo um crime. A gente ouve muitas conversas (boatos), mas na hora da pessoa trazer algo e apresentar uma comprovação, isto não aparece. Policial nenhum deve cobrar para ir atrás de alguma moto que foi furtada ou roubada, este é um dever do policial no cumprimento do seu trabalho. A partir do momento que o veículo é localizado ele é entregue ao dono sem pagamento de nenhuma taxa (dinheiro)”, esclareceu o delegado.

As informações são de Joabe Reis

segunda-feira, 18 de abril de 2016

RALLY MISSIONÁRIO REALIZADO EM URUARÁ

100 QUILÔMETROS PERCORRIDOS. 400 LIVROS MISSIONÁRIOS ENTREGUES E TRÊS PESSOAS BATIZADAS DURANTE O 4º RALLY MISSIONÁRIO PROMOVIDO PELA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA EM URUARÁ

Percorridos cerca de 100 quilômetros em áreas de difícil acesso do Município de Uruará, os jovens da Igreja Adventista do sétimo dia, sob a coordenação dos pastores Elizeu Mendes e Fernando Gonçalves, realizaram neste último domingo, dia 17 de abril, o quarto Rally Missionário.

Cerca de 400 livros missionários “ESPERANÇA VIVA – A VERDADE QUE LIBERTA” foram presenteados aos diversos moradores das vicinais dos quilômetros 160, 165, 170 e 175, todas do lado Sul do Município.

Na ocasião, três pessoas foram batizadas no km 175 sul, onde um almoço foi servido a todos. O Rally Missionário atinge áreas de difícil acesso do Município, em propriedades rurais.

Outra programação, deste mesmo nível, está sendo planejada para o mês de junho deste ano, na vicinal do km 195 Sul.






POLICIA - ASSALTO AO BANDO DA AMAZÔNIA EM RURÓPOLIS

QUATRO SÃO MORTOS DURANTE CAÇADA POLICIAL POR ASSALTANTES DO BANCO DA AMAZÔNIA DE RURÓPOLIS (PA)

Encurralados bandidos que assaltaram banco em Rurópolis (PA) acabaram baleados e mortos em confronto com a polícia dentro da floresta.

Quatro integrantes da quadrilha que assaltou o Banco da Amazônia em Rurópolis (PA) foram mortos durante confronto armado ocorrido nesta segunda-feira, 18. As mortes aconteceram durante o segundo confronto dos assaltantes com a polícia nas matas da Vicinal da Cachoeira.

A Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup) informou que equipes táticas cercaram o grupo em uma área de mata na zona rural do município e integrantes do grupo tentaram romper o cerco, trocando tiros com policiais por volta de 3h30 da madrugada. Quatro suspeitos de integrar o grupo morreram durante o confronto.

Ainda de acordo com a Segup, um novo confronto foi registrado por volta de 7h30 da manhã. Quatro integrantes do grupo seguem escondidos na área, que compreende propriedades rurais de agricultores na região das vicinais Cachoeirinha e Baiano.

A Polícia Civil ainda vai realizar a identificação dos corpos dos mortos durante o confronto e de onde os criminosos são também ainda deverá ser divulgado, mas já há informação de que três dos assaltantes seriam da cidade de Altamira.

O assalto a agência do Banco da Amazônia da cidade de Rurópolis ocorreu no dia 11 de abril quando um bando composto por cerca de 8 indivíduos, no estilo novo cangaço, chegaram fazendo disparos na agência bancária, usaram clientes e funcionários como escudo e roubaram cerca de 230 mil reais em dinheiro.

Não há informações se foi encontrado dinheiro com os quatro elementos que foram abatidos no confronto entre polícia e bandidos.
Momento em que a polícia chega com os corpos ao
hospital municipal, uma multidão em volta da viatura 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

EDUCAÇÃO EM URUARÁ PODERÁ ENTRAR EM GREVE AMANHÃ

SEM RECEBER SALÁRIOS, PROFESSORES PARALISAM ATIVIDADES A PARTIR DE HOJE (13) NO MUNICÍPIO DE URUARÁ (PA)

A partir de desta quarta-feira, 13, professores da rede municipal de ensino no município de Uruará (PA), paralisam suas atividades escolares. Amanhã, 14, poderá ser deflagrada a greve se assim for decidido em reunião da categoria. O atraso salarial, motiva a paralisação na educação municipal.

Segundo o Sindicato dos Servidores Público de Uruará e Sindicato dos Trabalhadores de Educação Pública do Estado do Pará em Uruará, foi protocolado na prefeitura do município, um documento informando que se os salários dos servidores não fossem pagos até o 5º dia útil do mês, haveria a paralisação dos servidores. Mais uma vez os salários da educação estão atrasados.

Segundo alegou a presidente do SINSPUR em Uruará, Ana Cristina Martins, o motivo é a falta de pagamento, com os atrasos salariais. Segundo ela, a atual gestão não cumpre com o que determina a lei. “A lei determina que o pagamento deve acontecer até o quinto dia útil e ninguém nos dá uma posição. O prazo para o pagamento do salário de março era até o dia 07 de abril, quinta-feira passada, e, hoje já são 13, e nada. Tanto o secretário de Educação, bem como a secretaria de Finanças marcam data e nada acontece. Não fazemos nem questão de confiar e divulga o que eles dizem, pois, o que falam não sem cumpre”, explicou. A presidente disse que a Secretaria foi notificada sobre a greve. “É triste lembrar que todos os meses os servidores tem que paralisar para receberem seus salários; o que é inadmissível! Um absurdo o que vem acontecendo em Uruará”, falou.

Vanderlei Rosa, da coordenação do SINTEPP, disse que neste ano de 2016, mais de Oito Milhões de Reais, já entraram nos cofres da educação. “Os funcionários não tem mais ânimo para desempenhar suas funções. Ninguém trabalha sem receber. Resolvemos mais uma vez entrar em greve. São mais de Oito Milhões de Reais que entraram de recursos provenientes do FUNDEB para a Educação e os salários atrasados. Sem contar que muitos, ainda estão sem receber o 13º salário de 2015”, explicou.

Com a paralisação e possível greve, mais de 10 mil alunos são prejudicados, por conta de uma administração irresponsável.

CHUVA ALAGA RUAS EM URUARÁ

FORTES CHUVAS PROVOCAM ALAGAMENTOS EM RUAS DA CIDADE DE URUARÁ (PA)

Quarta-feira, 13, iniciou com chuva torrencial deixando ruas intrafegáveis na cidade de Uruará

As fortes chuvas que caíram sobre Uruará no início desta quarta-feira, 13 de abril, deixaram ruas apresentando pontos intrafegáveis com trechos alagados como na Avenida Goiás, próximo a escola Instituto Educacional Uruará, na zona centroeste da cidade (na foto ao lado).

A chuva torrencial teve início na madrugada parando depois de horas por volta das 9 horas da manhã. Muitos trabalhadores e estudantes tiveram que encarar a chuva e a lama nas ruas para chegar ao local de trabalho e a escola.

Não há registro de alagamentos em residências até o momento.

Por Joabe Reis
Foto: Cirineu Santos

terça-feira, 12 de abril de 2016

CACHOEIRA SECA - CONFLITO PRESTES A EXPLODIR NO PARÁ

CENTENAS DE FAMÍLIAS LUTAM PARA PERMANECEREM EM SUAS TERRAS QUE FICARAM DENTRO DA TI CACHOEIRA SECA

Prejudicados pela criação da TI Cachoeira Seca pedirão anulação do Decreto que homologou a área indígena

Por: Cirineu Santos e Joabe Reis
Area da demarcada
Ao longo dos anos as populações dos municípios de Uruará (PA), Altamira (PA) e Placas (PA) vêm enfrentando a vontade do governo federal de criar a reserva indígena denominada Cachoeira Seca, que abrange os territórios dos três municípios citados, o que acabou ocorrendo após 3 décadas de embate, quando foi assinado pela presidente Dilma o decreto que homologa a TI Cachoeira Seca, decreto este publicado no Diário Oficial da União no dia 5 de abril de 2016.

O fato é que os produtores rurais foram pegos de surpresa com a homologação da TI Cachoeira Seca e estes ainda não absorveram o GOLPE do ato precoce presidencial. Pela maneira como reagem as famílias, estas não irão engolir indigesto bolo preparado por desconhecedores da realidade local.

Melânia Gonçalves durante entrevista
ao Programa Regional Comunidade
da Rádio Regional 91.3 FM da cidade de Uruará (PA
De acordo Melânia da Silva Gonçalves, presidente da Associação dos Extrativistas do Rio Iriri, os agricultores foram pegos de surpresas. “Não estávamos esperando que esta homologação acontecesse agora. Fomos pegos de surpresa. Nossa expectativa é de que a reserva fosse do Olhões pra cima, após o Rio Iriri, e não da forma como eles fizeram. Esperávamos que houvesse a redução de área. Assim, o Governo Federal prejudicou mais de 1.300 famílias. Todos os agricultores estão revoltados, um sentimento inexplicável. Não pensaram nas famílias. Não vamos nos acomodar”, disse.

O decreto que homologou a referida terra indígena foi assinado sem que a presidência da república tivesse ciente das famílias de homens brancos (não índios) que vivem dentro da área demarcada, famílias estas que contribuem para a sociedade produzindo alimento em suas terras há quase quatro décadas. Sem o conhecimento de valor em dinheiro que terá que gastar com ações indenizatórias das cerca de 1.300 famílias que moram na área, bem como outra área igualmente produtiva para o reassentamento dessas famílias, que ainda não existe, e também não mensurou os impactos sociais que podem implicar a homologação da TI da maneira como está demarcada. Como bem dizem os moradores da área em questão, não se discute a criação da reserva indígena, se reivindica que a demarcação seja refeita de maneira de que não abrange área já antropizada que é produtiva e responde por cerca de 35% da produção agropecuária, por exemplo, do município de Uruará, município mais afetado.

Logo após a homologação da Terra Indígena Cachoeira Seca uma comissão formada por representantes da sociedade uruaraense esteve em Brasília (DF) onde foi recebida por representantes da Casa Civil, quando o governo informou para a comissão que a mesma tem 120 dias para recorrer da decisão do governo de homologar a referida TI e pedir a anulação do ato, como informou Malânia Gonçalves. “O governo nos deu um prazo de 120 dias para entrarmos com uma ação anulatória, e nós já estamos providenciando isto através de advogado, e vamos recorrer. Vamos também pressionar e cobrar do MPF que só olhou para um lado e esqueceu ver o nosso lado, ele (MPF) tem uma grande responsabilidade nisso tudo, já que pressionou o governo para homologar a terra indígena”, afirmou.

Uma reunião para discutir o assunto e as medidas a serem tomadas será realizada uma reunião no domingo (17 de abril) na Casa de Apoio aos Extrativistas, situada no Bairro Jardim Morumbi, na zona oeste da cidade de Uruará. “Não podemos e não iremos sair das nossas propriedades, vamos lutar por elas”, disse a presidente.

A homologação da Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca foi publicada na terça-feira, dia 5 de abril, no Diário Oficial da União. A TI Cachoeira Seca, abrange os municípios paraenses de Altamira, Placas e Uruará e deve prejudicar cerca de 1300 famílias de produtores rurais, em torno de 5 mil pessoas.

O prejuízo para a sociedade ainda não foi mensurado, mas de acordo com o movimento contrário a homologação da Terra Indígena, é de proporção gigantesca.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

ASSALTO EM AGÊNCIA BANCÁRIA DE RURÓPOLIS

NO ESTILO NOVO CANGAÇO BANDO ARMADO ASSALTA BANCO DA AMAZÔNIA NA CIDADE DE RURÓPOLIS (PA)

Um bando fortemente armado invadiu a agência do Banco da Amazônia na cidade de Rurópolis nesta segunda-feira, 11 de abril, no estilo novo cangaço. O assalto ocorreu no início da manhã. Os bandidos obrigaram clientes e funcionários a fazer um escudo humano em frente a agência enquanto realizavam o assalto. Em seguida fugiram com vários reféns tomando como rota de fuga as ruas da cidade procurando uma saída da área urbana e em seguida entrado no Travessão da Cachoeirinha. De acordo com informações o grupo armado, composto por cerca de 8 indivíduos, chegou na cidade num carro gol e numa caminhonete e renderam a viatura da PM.

Muitos disparos de arma de fogo foram efetuados pelo bando.


Os dois acessos da cidade da cidade foram fechados pela polícia o que obrigou o bando a tomar outra rota de fuga. Segundo informações os assaltantes queimaram o carro gol em cima de uma ponte da vicinal da Cachoeira e eles continuam em fuga utilizando uma caminhonete de um dos funcionários do banco, os reféns já estão sendo liberados.

As informações são de Joabe Reis


quinta-feira, 7 de abril de 2016

ELEIÇOES 2016

TERMINOU PRAZO PARA FILIAÇÃO PARTIDÁRIA

Segundo o TSE, ao se filiar a um partido, a pessoa aceita e adota o programa da legenda e passa a integrá-la.

O prazo para a filiação partidária daqueles que pretendem participar das eleições municipais deste ano terminou neste último sábado, dia 02 de abril. Por isso, quem pretende concorrer aos cargos de prefeito, vice-prefeito ou vereador nas eleições de outubro, precisava ter a filiação aprovada pelo partido político até o último sábado.

Segundo o TSE, ao se filiar a um partido, a pessoa aceita e adota o programa da legenda e passa a integrá-la. A filiação é também, segundo a Constituição Federal, uma das condições de elegibilidade.

O prazo final para que a filiação ocorra está estabelecido na legislação do país. “A Lei das Eleições determina que, para concorrer às eleições, o candidato deverá estar com a filiação deferida pelo partido no mínimo seis meses antes da data do pleito”, explica o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga.

Segundo o magistrado, quem não respeitar a data limite não poderá participar da disputa.

Reforma eleitoral

O tempo mínimo de seis meses para a filiação foi uma das mudanças feitas pela reforma eleitoral de 2015 e que já vale para as eleições deste ano. “Houve alteração na data limite de filiação. Para participar da disputa eleitoral em 2016, o candidato deve estar filiado a um partido político até o dia 2 de abril, ou seja, seis meses antes da data do primeiro turno das eleições, que será realizado no dia 2 de outubro. Pela regra anterior, para disputar uma eleição, o cidadão precisava estar filiado a um partido político um ano antes do pleito”, explica o ministro.

Além do prazo para filiação, a Lei das Eleições estabelece outras regras, como a que prevê que o candidato deve possuir domicílio eleitoral na localidade para a qual vai concorrer, pelo menos um ano antes das eleições.

As informações são do site: http://www.correiodobrasil.com.br/

terça-feira, 5 de abril de 2016

CACHEIRA SECA

GOVERNO HOMOLOGA TERRA INDÍGENA CACHOEIRA SECA

O Governo Federal homologa a demarcação da Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca, localizada na região oeste do Pará, encerrando uma disputa que se arrasta desde a década de 1970. O Decreto, assinado pela presidenta Dilma Rousseff e publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (05/04), inclui uma área de 733.688 hectares.

A Terra Indígena localiza-se próxima às cidades de Placas e Uruará (PA), ao norte de uma região conhecida como Terra do Meio, somando num total de 28 milhões de hectares interligados ao longo da Bacia do Rio Xingu, desde o nordeste do Mato Grosso até o centro do Pará.

Esta é a segunda área destinada ao grupo Arara. O primeiro na TI Arara e o segundo na TI Cachoeira Seca, grupo mais afastado e relativamente isolado, com aldeia próxima do igarapé Cachoeira Seca, no alto do rio Iriri.

REGULARIZAÇÃO

Após a homologação, segundo o Governo Federal, se dará sequência a um conjunto de ações que viabilizem de forma dialogada a regularização desta Terra Indígena, de forma a garantir tanto os direitos da comunidade indígena, quanto dos ocupantes não índios que se instalaram de boa-fé da Terra.

Assim, do lado da consolidação dos direitos dos índios, haverá o registro da Terra Indígena em cartório imobiliário e na Secretaria do Patrimônio da União, além da implantação de bases de fiscalização com o apoio do consórcio empreendedor da UHE Belo Monte.

Quanto aos não indígenas, sua saída da Terra ocorrerá de forma gradativa, fundamentada em levantamentos que identificarão as ocupações de boa-fé, as benfeitorias realizadas para efeito de pagamento de indenizações, o cadastramento de ocupantes que se caracterizem como clientes do Programa Nacional de Reforma Agrária, para futuro reassentamento, conforme cronograma de desintrusão a ser debatido.

Para iniciar essa nova etapa, o Governo Federal realizará nesta quarta-feira, 6 de abril, reunião com lideranças da sociedade envolvidas com o tema, onde será discutido o cronograma e as condições necessárias ao processo, garantindo, com isso, que todas as ações a serem adotadas serão precedidas de negociações com os atores envolvidos.

ENTENDA O PROCESSO

A homologação decorre de um processo iniciado pela Funai na década de 1970, com a criação da Frente de Atração Arara, acompanhando o movimento de colonização da região com a abertura da rodovia Transamazônica. Em 1987, foi constituído Grupo Técnico para realizar estudos de delimitação da Terra, tendo sido interditados inicialmente 1,06 milhão de hectares. Na seqüência do cumprimento das etapas estabelecidas pelo Decreto nº 1.775, de 1996, com possibilidade de aprofundamento de estudos e contestações, a TI Cachoeira Seca foi demarcada, em 2011, com a área agora homologada.

Informações do Ministério da Justiça

TRECHO DA PUBLICAÇÃO DO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO

- "DECRETO DE 4 DE ABRIL DE 2016 Homologa a demarcação administrativa da terra indígena Cachoeira Seca, localizada nos Municípios de Altamira, Placas e Uruará, Estado do Pará. A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto nos art. 19, § 1o, da Lei no 6.001, de 19 de dezembro de 1973, e art. 5o do Decreto no 1.775, de 8 de janeiro de 1996, DECRETA: Art. 1o Fica homologada a demarcação administrativa pro- movida pela Fundação Nacional do Índio - Funai da terra indígena denominada Cachoeira Seca, localizada nos Municípios de Altamira, Placas e Uruará, Estado do Pará, destinada à posse permanente dogrupo indígena Arara, com superfície de setecentos e trinta e três mil, seiscentos e oitenta e oito hectares, vinte e cinco ares e sete centiares e perímetro de quinhentos e cinquenta e oito mil, quatrocentos e dezesseis metros e sessenta e um centímetros".

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