ÁREA DE RESERVA PERMANENTE QUE SERVIA DE
DEPÓSITO DE LIXO EM URUARÁ É OCUPADA POR CERCA DE 80 FAMÍLIAS SEM TETO



As famílias dizem não saber a quem pertence
a área invadida, sendo um local utilizado para despejo de lixo, madeira
descartada e animais mortos, que agora está ficando limpa com a ação do
movimento de ocupação. De acordo com informações de alguns dos integrantes do
movimento, como é o caso de Naldo Conceição, as famílias estão decididas a não
saírem da área. “Estou tentando fazer uma casa para mim. Vivo de aluguel e,
como está muito caro, quero apenas uma moradia, sair do aluguel. Comigo tem
várias famílias. Não pretendemos sair daqui”, informou.
Sueli de Souza, mãe de cinco filhos, disse
que vai construir uma casa na área. “Numa casa de aluguel onde moro, além dos
filhos, tem minha mãe que é cadeirante, uma filha separada do marido com seus dois
filhos, que são meus netos, tudo numa casa de aluguel. Decidimos vir aqui
construir esta casinha para sairmos do aluguel”, explicou.

Pelo Poder Judiciário e Ministério Público Estadual,
nenhuma denúncia foi formalizada sobre este caso, quanto aos órgãos competentes,
até o momento não se manifestaram sobre o assunto.
O grande déficit de moradia que se agrava
com o êxodo rural e demarcação da Terra Indígena Cachoeira Seca, motiva
famílias com dificuldades em pagar o aluguel de moradia cada vez mais caro em
face a falta de geração de empregos no município a procurarem um local onde
possam construir um local de moradia para abrigar seus filhos, como é o caso
citado.
Reportagens de Cirineu Santos e Joabe Reis
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